Para o primeiro-ministro, a avaliação do Orçamento de Estado para 2016 pelos ministros das Finanças da zona euro, numa reunião a decorrer esta tarde em Bruxelas, "ajudará a reforçar" a confiança no documento e nos objetivos do mesmo.

"Seguramente hoje a conclusão pelo Eurogrupo da apreciação do nosso orçamento ajudará a reforçar a confiança e ficará muito claro que este é um orçamento que aposta no crescimento, na criação de emprego, mas também na redução da dívida e do défice", vincou António Costa.

O governante falava aos jornalistas no parlamento, depois de ter estado reunido esta manhã com os deputados do PS na habitual reunião semanal do grupo parlamentar socialista.

Costa demonstrou confiança de que não serão necessárias mais medidas e que o Orçamento do Estado para 2016 entregue no parlamento na sexta-feira tem todas as condições para ser cumprido.

Costa diz que o executivo tomou nota da "apreciação" que a Comissão Europeia fez do esboço do Orçamento e ressalvou que tudo será feito para "prevenir os riscos e reforçar a confiança" no texto.

De todo o modo, insistiu, o Orçamento tem todas as condições para ser "executado plenamente e garantir totalmente os seus objetivos de crescimento, emprego, redução do défice e da dívida".

Questionado sobre a evolução recente, no sentido negativo, das taxas de juro da dívida, o primeiro-ministro reconheceu que a "agitação nos mercados" europeus nos últimos dias - que atribui a "causas várias" - "naturalmente não tem deixado Portugal isento".

Portugal é um dos pontos em agenda na reunião de fevereiro do Eurogrupo, com os ministros das Finanças da zona euro a apreciarem hoje, finalmente, o projeto de Orçamento de Estado (OE) português - cerca de dois meses e meio após se ter pronunciado sobre os esboços de planos orçamentais dos outros Estados-membros do espaço monetário único -, assim como as conclusões preliminares da missão de vigilância pós-programa levada a cabo pela «troika».

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, considerou hoje "muito importante" que o Governo português se tenha manifestado comprometido com as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), apontando que tal constitui "um sinal de confiança".