Tal como o Presidente da República, também o primeiro-ministro está satisfeito com o acordo alcançado entre os dois principais acionistas do BPI para resolver o problema da exposição a Angola e cumprir as exigências do BCE - ainda que à última hora.

A partir da Grécia, onde está a convite do primeiro-ministro helénico Alexis Tsipras, António Costa saudou o consenso alcançado, vendo-o com "muita satisfação e agrado". 

"Reforça a estabilidade do nosso sistema financeiro" e mostra "o interesse" e o "reforço do investimento" estrangeiro na economia portuguesa - sai a empresária angolana Isabel dos Santos do capital do BPI (e fica com a parte que o banco tem no Banco de Fomento de Angola), mas os espanhóis do CaixaBank reforçam a sua posição, passando a ter controlo maioritário sobre o banco. 

António Costa adiantou ainda aos jornalistas que já teve "oportunidade de felicitar" as três partes envolvidas no acordo.

Um acordo que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje não ter sido possível sem a intervenção de todos: privados, entidades reguladoras e poder político. Ele próprio "modestamente" contribuiu, segundo as suas palavras. 

As ações do BPI foram suspensas pela CMVM antes da abertura dos mercados. Ainda não são públicos os termos concretos do acordo e o regulador está à espera de mais informação.

Tanto o BPI como o CaixaBank comunicaram apenas aos reguladores respetivos que as negociações foram concluídas com “sucesso” e remetem mais informações só para quando houver documentos “aprovados e formalizados". Não se sabe quanto tempo é que isso vai demorar e se as ações vão ou não negociar ainda durante o dia de hoje.