O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, incumbiu a nova administração da Sonangol, liderada pela filha, a empresária Isabel dos Santos, de reorganizar a carteira de negócios da petrolífera estatal angolana e suas subsidiárias.

A informação consta do decreto assinado pelo chefe de Estado angolano, com data 3 de junho e ao qual a Lusa teve acesso esta terça-feira, com a nomeação da nova administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), empossada ontem.

O conselho de administração ora designado deve implementar o modelo de reorganização da carteira de negócios da Sonangol EP, suas subsidiárias e participadas nos termos previstos no modelo de ajustamento à organização do setor dos petróleos", lê-se no decreto assinado por José Eduardo dos Santos, nomeando Isabel dos Santos para o cargo de presidente do conselho de administração e administradora não executiva da petrolífera.

Sonangol, que é a maior acionista do BCP, terá um buraco gigantesco de 50 mil milhões de dólares, 44 mil milhões de euros, e terá sido isso a que a empresária Isabel dos Santos passasse a tomar as rédeas da petrolífera estatal de Angola, noticia o jornal angolano Valor Económico

Isabel dos Santos saiu da NOS mas mantém-se acionista

O presidente executivo da NOS afirmou que a renúncia da empresária angolana Isabel dos Santos ao cargo na administração da operadora de telecomunicações "não altera nada" na vida da empresa.

Não se altera nada, a engenheira Isabel dos Santos continua a ser acionista da empresa de forma indireta, através da ZOPT, como sempre foi, não se altera absolutamente nada", disse o presidente executivo, Miguel Almeida, aos jornalistas, à margem do lançamento da UMA, considerada pela operadora a televisão mais avançada e inteligente da Europa.

Isabel dos Santos "apenas entendeu que para as funções que vai assumir [presidência da petrolífera angolana Sonangol] poderá haver um conflito de interesses", pelo que "renunciou à administração da NOS", acrescentou.

Questionado sobre quem vai substituir Isabel dos Santos no cargo, Miguel Almeida remeteu para o acionista.

O presidente executivo desvalorizou qualquer impacto negativo na operadora de telecomunicações com as mudanças relacionadas com a acionista angolana.

"Penso que não prejudica a empresa", sublinhou o presidente executivo da operadora de telecomunicações resultante da fusão da Optimus com a Zon, garantindo que "a credibilidade da empresa é sólida".