Os investimentos da empresária angolana Isabel dos Santos em Angola ou em Portugal são “transparentes e têm sido realizados através de transações baseadas no princípio de plena concorrência”, diz um comunicado hoje divulgado pela empresa Fidequity.

O comunicado da Fidequity, empresa do “universo” da filha do Presidente de Angola, começa por dizer que Isabel dos Santos é uma empresária independente e uma investidora privada e que representa unicamente os seus próprios interesses.

Este comunicado surge dois dias depois de a Transparência Internacional (TI) a ter colocado, entre os 15 casos “mais simbólicos da grande corrupção”, a par do Banco Espírito Santo (BES), da empresa brasileira Petrobras, do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, ou da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

Responde agora a Fidequity que as transações da empresária, baseadas no princípio da concorrência, envolvem entidades externas, “tais como reputados bancos e escritórios de advogados”.

“Devido ao seu envolvimento – enquanto acionista e/ou gestora – com um conjunto de empresas/instituições financeiras angolanas e europeias, está sob o rigoroso escrutínio de vários reguladores”, salienta-se ainda no comunicado.

E porque a questão tem a ver com corrupção, no comunicado garante-se que os investimentos da empresária “têm sido apresentados com máxima transparência com empresas baseadas nas leis europeias e cotadas em bolsa”, foram “realizados de forma privada, sob condições de mercado rigorosas e transparentes, e não envolveram a utilização de quaisquer fundos públicos”.

Os 15 casos que, para a TI, são em todo o mundo mais simbólicos de grande corrupção estão em votação e foram escolhidos a partir de 383 candidaturas que chegaram a esta Organização Não-Governamental (ONG) de luta contra a corrupção, através dos seus parceiros em vários países.

Os antigos presidente da Tunísia, Ben Ali, do Panamá, Martinelli, do Egipto, Mubarak, e da Ucrânia, Yanukovych, a empresa governamental chinesa de infraestruturas, o estado norte-americano de Delaware, por permitir o registo anónimo de empresas, a fundação da Chechénia Akhmad Kadyrov, a corrupção sistémica das instituições liubanesas e a junta governamental da Birmânia são outros dos 15 casos “mais simbólicos da grande corrupção”.