O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que reúne 35 países, incluindo Portugal, perspetivou hoje como iminente o fim da crise e consequente retoma da economia mundial.

"Após anos de crescimento desanimador da economia mundial, existem motivos para acalentar a esperança de que poderemos estar a sair da armadilha do baixo crescimento. As estimativas da OCDE apontam para um [crescimento do] PIB [Produto Interno Bruto] mundial de 3,6%, no próximo ano, face aos 3% do passado", disse o diplomata e economista mexicano Jose Angel Gurría, numa audição conjunta nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e de Economia, Inovação e Obras Públicas, em Portugal, sobre "impactos da globalização".

Embora a retoma nos países da OCDE seja uma boa notícia, não obsta a que o crescimento da economia mundial persista abaixo de valores históricos. Uma década depois da crise estamos ainda ao nível pré-crise".

Angel Gurría classificou a atualidade como um "momento crítico para a economia mundial", reiterando, segundo cita a Lusa, a importância da "agenda global", referindo-se ao Acordo de Paris sobre alterações climáticas, entre outros documentos sobre comércio e cooperação internacionais.

Em junho, nas suas últimas previsões divulgadas, a OCDE melhorou as projeções de crescimento de Portugal, tanto em 2017 como em 2018, mas anteviu que a economia portuguesa desacelere no próximo ano, crescendo 2,1% este ano e 1,6% em 2018.

Segundo aquela entidade, Portugal deverá crescer 2,1% este ano (acima dos 1,2% projetados em novembro e dos 1,8% previstos pelo Governo do PS).