A Standard & Poors (S&P) referiu esta quinta-feira que uma saída da Grécia da zona euro viria acompanhada pelo não pagamento da sua dívida, mas teria «teria um contágio limitado».

«Acreditamos que uma saída da Grécia não supõe um contágio a outros países, porque a arquitetura de resgate é mais robusta agora do que em 2012, quando pairava o medo de uma possível saída do país da zona euro», afirmou o analista da agência de notação financeira S&P Moritz Kraemer.


Desde então, refere a agência em comunicado, introduziu-se o Mecanismo de Estabilidade Europeu, que pode dar apoio financeiro aos países da zona euro caso haja pressão dos mercados.

A diferença entre as obrigações da Grécia e os restantes países da zona euro também sugere, segundo a S&P, que os investidores consideram que o risco de desvalorização é leve no caso de uma saída do grupo de países que partilha o euro.

Enquanto as taxas de juro das obrigações da dívida grega aumentaram nos últimos meses devido às incertezas entre a Grécia e os seus credores, os de Itália, Irlanda, Portugal e Espanha estão com registos muito baixos.

«Acreditamos que a pressão financeira de uma saída da Grécia da zona euro junto dos restantes países seria moderada e absorvida em algumas décadas, pelo que não esperamos que a saída dos gregos da zona euro, por si mesma, tenha implicações relevantes nos outros países», afirmou Moritz Kraemer.

Um entendimento entre Atenas e os parceiros não está fácil. Esta manhã, a Alemanha rejeitou o pedido de extensão de empréstimo apresentado pela Grécia.