Quase 80% das famílias portuguesas possuíam pacotes de serviços de telecomunicações no final de junho, sendo a modalidade mais utilizada o triple play (telefone, televisão e internet) que ainda assim regista uma quebra, divulgou o regulador das comunicações esta quarta-feira.

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) diz que o triple play é utilizado em 42,5% dos agregados, seguindo-se o quintuple play (televisão, televisão via internet, internet, telefone e telemóvel), com 36,4%, sendo aquele que mais tem crescido.

No total, existiam 3,1 milhões de subscritores de pacotes de serviços no final do segundo trimestre, um aumento de 2,6% face ao trimestre anterior e de 12,7% em termos homólogos.

Segundo a ANACOM, esta evolução "deve-se sobretudo aos pacotes 'quadruple play' (televisão, telefone, telemóvel e internet) e 'quintuple play' que representam 40% do total de clientes (1,24 milhões) e que cresceram 7,5% no trimestre e 94% em termos homólogos".

"Daqui decorre uma redução dos clientes de pacotes triple play, que são os mais representativos (1,324 milhões), em 0,9% no trimestre e 14% relativamente ao período homólogo.

Em termos de quotas de clientes, o Grupo Altice, acionista da MEO e da Cabovisão nesta data, é o prestador com maior quota de mercado, repartida entre a MEO, com 42,4%, e a Cabovisão, com 6,4%.

Segue-se o Grupo NOS, com 38,8% dos clientes e a Vodafone com 12,4%.

O Grupo NOS lidera no quadruple play, enquanto a Altice lidera nas modalidades double play (telefone e internet), triple play e quintuple play.

Quanto às receitas, os serviços em pacote atingiram cerca de 737 milhões de euros até ao final do segundo trimestre, sendo a receita média mensal no trimestre, por subscritor, de 40,48 euros.

O Grupo Altice tem uma quota de 51,8% do volume de negócio destes serviços (45,8% no caso da MEO e 6% para a Cabovisão), seguindo-se o Grupo NOS (37,7%), e a Vodafone (10,5%).

Dos utilizadores de pacotes de serviços, cerca de 68% não tem intenção de mudar de prestador de serviços, o que corresponde a mais 3,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior, diz a ANACOM, acrescentando que em contrapartida, 6,4% afirmam-se dispostos a mudar de prestador nos próximos três meses, segundo o Barómetro de Telecomunicações da Marktest.