A percentagem de portugueses, dos 16 aos 74 anos, que nunca utilizou Internet era de 28% em 2015. Embora tenha diminuído em relação ao valor de 2014 (32%), a Autoridade Nacional de Comunicações reconhece "a distância" em relação à média europeia, de 16%.

Os dados do regulador das comunicações constam do relatório 'O consumidor de comunicações eletrónicas 2015'  e indicam ainda que a distância face à média da União Europeia é ainda mais evidente entre as pesoas de idades mais avançadas: 27% utilizam a Internet em Portugal, contra 45% na Europa dos 28 (UE28).

O nível de escolaridade também influencia o uso da Internet e em Portugal 49% dos que nunca usaram aquele meio têm um nível de escolaridade mais baixo, contra contra 59% na União Europeia.

"No caso de indivíduos com um nível de escolaridade mais alta (sobretudo com o ensino secundário) Portugal (95,6%) destaca-se por estar bastante acima da média da UE28 (83%) na utilização do serviço de acesso à Internet (mais 13 pontos percentuais)"

Nos que têm formação académica de nível superior, Portugal apresenta ainda um maior nível de utilização de internet, 98,4%, contra 96% na UE28.

Os dados da ANACOM revelam ainda o peso da situação de reforma no uso de internet: em Portugal, 32% das pessoas que nunca usaram internet são reformados, enquanto na União Europeia são 53%.

Sobre o uso de serviços de telecomunicações, a ANACOM diz que cada vez mais os portugueses (com 15 ou mais anos) consomem mais serviços, tendo subido a percentagem do que utilizavam três ou mais serviços de telecomunicações, de 59% em 2011, para 75% em 2015.

"Se considerarmos o consumo dos cinco serviços: telefone fixo, telemóvel, banda larga fixa e móvel e a televisão por subscrição, constata-se que em 2015 os mesmos eram utilizados por um terço dos indivíduos, percentagem que em 2011 era de apenas 13%", acrescenta.

De acordo com a caracterização feita no referido relatório, 73% dos lares têm serviços em pacotes, 40% dispõem de acesso a banda larga fixa por fibra ótica, 38% das pessoas têm banda larga no telemóvel e 67% dos utilizadores de telemóvel têm smartphones.