A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) afirmou hoje esperar que a saída do resgate financeiro sem programa cautelar assegure «melhores níveis de financiamento e taxas de juro mais baixas» para as empresas.

Portugal sai da troika sem programa cautelar



«A CCP espera que a decisão do Governo, consubstanciando-se numa saída sem o apoio de um programa cautelar, a chamada saída limpa, tenha tido por base as razões estritamente objetivas, decorrentes da perspetiva de evolução dos mercados», refere a secretária-geral da confederação, Ana Vieira, em comunicado.

«Nessa medida, o que se espera é que esta opção seja aquela que melhor assegure as condições de competitividade da economia, em concreto melhores níveis de financiamento e taxas de juro mais baixas às empresas, em particular às micro e PME [pequenas e médias empresas]», adianta.

Ana Vieira salientou que, «se no novo quadro de acesso ao financiamento não se criarem condições para as empresas investirem, o país não consegue garantir níveis de crescimento sustentados, condição essencial para a consolidação orçamental».

A secretária-geral da confederação lembrou que a «questão essencial» para a CCP são os «resultados concretos» e que é isso que «interessa às empresas».