A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, garante que o novo plano estratégico para o turismo, que deixará de se chamar PENT, vai envolver os agentes do setor e estará pronto ainda este ano.

"Neste momento estamos a trabalhar a dois níveis: ações de curto prazo que nos garantam uma forma de ganhar escala e competitividade e, em simultâneo, estamos a desenvolver precisamente essa estratégia, que há de ser uma estratégia participada, envolvendo todos. Vamos começar a abrir o canal para as pessoas participarem dela. Estamos neste momento a lançá-la, não queremos uma estratégia de papel, mas sim de todos", sublinhou a governante à Lusa.

Questionada sobre quando será conhecida essa estratégia, Ana Mendes Godinho disse que o seu compromisso "é de que estaria pronto este ano".

"Enquanto estamos a trabalhar nessa estratégia de médio e longo prazo também estamos a garantir a adoção de um conjunto de medidas que nos permitam ganhar ainda mais competitividade, mais escala e nos permita trabalhar naquilo que, verdadeiramente, queremos que é, de facto, que os turistas deixem cá mais valor quando vêm, que fiquem cá mais tempo e que conheçam mais Portugal", acrescentou a secretária de Estado.

Ana Mendes Godinho disse também que as novas linhas mestras para o setor abandonarão a denominação de PENT - Plano Estratégico Nacional do Turismo.

"Não se vai chamar novo PENT, mas é nisso que estamos a falar [de um plano estratégico]. Não sei como é que se vai chamar, não é isso que interessa. É um novo plano estratégico", concluiu.

O último PENT vigorou de 2013 a 2015, uma iniciativa da responsabilidade do Ministério da Economia e da Inovação, com a então secretária de Estado Cecília Meireles.

"O PENT define as linhas de orientação estratégica para a política de Turismo, com metas e objetivos claros, de forma a criar as condições que permitam ao Turismo contribuir decisivamente para a imagem do país e para o bem-estar da população portuguesa, através da geração de riqueza, da criação de postos de trabalho e da promoção da coesão territorial", pode ler-se no documento.