A TAP vai operar perto de 200 voos (ida e volta) com aviões fretados em setembro, o que a companhia liderada por Fernando Pinto atribui ao facto de «não estar ainda completa a formação de todos os pilotos».

Em setembro, a TAP mantém o recurso ao fretamento de aviões, um expediente que foi utilizado durante os meses de verão para responder ao aumento da oferta (11 novas rotas), ao atraso na entrega de seis novos aviões e à falta de pessoal navegante.

Fonte oficial da TAP disse à Lusa que os fretamentos em setembro já estavam programados «para compensar o facto de não estar ainda completa a formação de todos os pilotos, garantindo-se deste modo a realização dos voos», escusando-se a responder quanto está a custar à empresa o fretamento de aviões.

Segundo a pesquisa realizada pela Lusa nos voos dos últimos dias, a TAP continua a fretar aviões a várias companhias, como a Danish Air, Germania, Freebird Airlines, e às empresas portuguesas EuroAtlantic e White.

No início de setembro, no final de uma reunião com o ministro da Economia, o presidente da TAP garantiu que as perturbações, que afetaram a companhia nos meses de junho, julho e agosto, já estavam resolvidas, adiantando que os seis aviões que a companhia comprou para responder ao reforço da oferta já estavam então operacionais, ficando a faltar a formação de 20 tripulantes.

Entretanto, Fernando Pinto já manifestou a intenção de adquirir pelo menos mais um avião de longo curso para reforçar a frota, incluindo o plano que a atual administração está a ultimar a possibilidade de adquirir uma segunda aeronave para servir de reserva.

No início de setembro, o secretário de Estado das Infraestruturas, Sérgio Monteiro, afirmou que as perturbações que afetaram a TAP em junho e julho estão sanadas, considerando que a companhia aérea aprendeu com os erros deste verão, que não se podem repetir.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião com Fernando Pinto, Sérgio Monteiro afirmou que «o problema está sanado, mas não se pode repetir».

O presidente da TAP vai ao Parlamento na próxima quarta-feira, à comissão de Economia e Obras Públicas, explicar as perturbações que afetaram a companhia nos meses de verão, como recorda a Lusa.