A Altice, dona da PT Portugal, surge nos Panama Papers ou Papéis do Panamá, em português, o escândalo de corrupção à escala mundial que rebentou no passado fim de semana graças ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. O dono da Altice, Patrick Drahi, vem citado nos documentos. 

O grupo franco-israelita comprou não só a operadora de telecomunicações, que detém a Meo, como a Cabovisão.

Patrick Drahi reagiu num comunicado divulgado inicialmente pela imprensa francesa. Contactada pela TVI, a Altice confirma que recorreu a serviços de uma sociedade financeira no Panamá entre 2008 e 2010, mas que tudo o que foi feito aconteceu dentro dos trâmites legais, sem qualquer intenção de fuga oa fisco.

"Nem M. Patrick Drahi nem o grupo Altice, detiveram alguma vez, direta ou indiretamente, uma participação".  

Alega, ainda, que a sociedade foi utilizada para "operações acessórias" por razões de "estrita confidencialidade e em condições perfeitamente legais, sem nenhuma incidência fiscal" ou para "qualquer propósito de evasão, ocultação ou otimização fiscal ".

Por outro lado, acrescenta, "as entidades através das quais Patrick Drahi controla as atividades de telecomunicações e de media do grupo Altice são integralmente entidades de direito comunitário".

Patrick Drahi, de nacionalidade franco-israelita, tem residência fiscal na Suíça.

A maior investigação jornalística da história, divulgada na noite do último domingo, envolve o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla inglesa), com sede em Washington, do qual a TVI faz parte e destaca os nomes de 140 políticos de todo o mundo, entre eles 12 antigos e atuais líderes mundiais.

A investigação resulta de uma fuga de informação e juntou cerca de 11,5 milhões de documentos ligados a quase quatro décadas de atividade da empresa panamiana Mossack Fonseca, especializada na gestão de capitais e de património, com informações sobre mais de 214 mil empresas offshore em mais de 200 países e territórios.