O plano de reestruturação da operadora de comunicações francesa SFR, detida pelos atuais donos da Meo, a Altice, e que prevê o corte de cerca de um terço dos trabalhadores – 5.000 postos de trabalho – continua envolto num autêntico rebuliço.

O ministro do Trabalho francês, Myriam El Khomri, recebeu em ontem os sindicatos da empresa e depois Michel Combes e Michel Paulin, o presidente executivo e o financeiro da SFR, respetivamente, noticia o Le Monde.

O Governo está determinado em seguir, a par e passo, a operação para assegurar que a empresa, que tinha comprometido a não reduzir efetivos até 30 de Junho de 2017 não o faz, de fato.

De acordo com o mesmo jornal francês, o corte de cerca de 5.000 postos de trabalho, que está a ser negociado entre sindicatos e empresa, deveria implicar reformas antecipadas e despedimentos mas, na passada segunda-feira à noite, a situação precipitou-se com a gestão da empresa a enviar uma versão final do acordo para que fosse validado até ontem. Onde manifestava a vontade de ficar com apenas 10.000 colaboradores contra os mais de 14.300 atuais. Não ficando claro quando tudo aconteceria.

A Altice passou a controlar a empresa francesa em 2014, e o plano de reestruturação deve prologar-se até 2019, tendo em conta que, na conclusão do negócio, uma das promessas do fundador do grupo, Patrick Drahi, foi assegurar os empregos por três anos, pelo menos. Apesar das partes terem chegado a acordo com as alterações no setor também exigem mudanças dentro da empresa.

Em Portugal a Altice, depois de ter tomado conta da empresa, em 2013, passou a mensagem através do presidente da PT Portugal,  Armando Almeida,  que a reestruturação em curso não previa despedimentos coletivos e que admitiu chamar pré-reformados para trabalharem na empresa.

Uma posição que, Armando Pereira, atualmente presidente executivo, reforçou aos sindicatos, representativos dos trabalhadores, em janeiro deste ano quando a gestão decidiu reabrir o processo negocial interrompido em 2013.