O consórcio que integra a Galp Energia prevê avançar com o primeiro poço exploratório de petróleo na costa alentejana no próximo ano, de preferência entre abril e junho, disse o presidente executivo, Carlos Gomes da Silva.

Em conferência de imprensa, o presidente da Galp Energia disse que o consórcio, liderado pela petrolífera italiana Eni, tem "tudo preparado para avançar" com o furo exploratório no mar, a 46 quilómetros ao largo de Aljezur e a 80 quilómetros de Sines.

"A janela fechou. Neste momento, temos projetado para 2018 o poço de avaliação, que para além de avaliar o potencial marítimo em termos energético, avalia também a biodiversidade e o potencial marinho".

Só uma área de prospecção em Peniche

A Galp Energia desistiu de avançar com a pesquisa de petróleo em três das quatro concessões que detinha na bacia de Peniche, o que levou a petrolífera a registar uma imparidade de 22 milhões de euros nas contas do semestre.

Em conferência de imprensa, o presidente executivo da Galp Energia afirmou que a petrolífera decidiu manter somente uma das áreas de pesquisa ao largo de Peniche, sem referir quais das quatro foram abandonadas (Camarão, Ameijoa, Mexilhão e Ostra).

"Decidimos devolver a concessão em três áreas da bacia de Peniche. Tomámos a decisão de abandonar estas áreas antes de furar", disse Carlos Gomes da Silva, referindo que a decisão foi tomada com base na análise aos dados geológicos recolhidos.