O volume de vendas do retalho alimentar e não alimentar aumentou 1% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, atingindo 4.241 milhões de euros, segundo o Barómetro de Vendas da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pela associação, o retalho recuperou no segundo trimestre de 2015, com destaque para o contributo positivo do alimentar, ao aumentar 2%, depois de três trimestres consecutivos de variações negativas, alcançando os 2.521 milhões de euros em vendas.

No mercado alimentar, o preço médio registou subiu 0,9% (não inclui atividades promocionais em que o desconto incide sobre o ticket total), apesar do aumento da intensidade promocional. As vendas com promoção passaram a representar 41% do total.

Ainda que com uma menor frequência na ida às compras, os lares portugueses aumentaram em 4,5% os gastos por ato de compra.

Por canal de distribuição, os ‘supers’ continuam a deter a maior quota de mercado, nos 50,2%, o que representa um aumento de 0,3 pontos percentuais face ao trimestre homólogo, mas são os ‘hipers’ que registam a maior subida, em 0,5 pontos percentuais, ainda que a sua quota de mercado se situe nos 25,3%.

Já os discounters (lojas low-cost) viram a sua quota de mercado reduzir-se em 0,3 pontos percentuais, para 14,5%.

A APED destaca a categoria de produtos de higiene e limpeza, que cresceu 0,4 pontos percentuais, tendo sido a maior subida entre os produtos, em contraposição com os laticínios, que foram a categoria com maior quebra, na ordem dos 0,5 pontos percentuais.

Já o volume de vendas do retalho não alimentar caiu uns ligeiros 0,6% no segundo trimestre, face ao período homólogo, tendo chegado aos 1.720 milhões de euros.

O retalho não alimentar inclui bens de equipamento (corresponde à soma dos mercados de eletrónica de consumo, linha branca, pequenos domésticos, informática, telecomunicações e fotografia), entretenimento (livros, consolas e seus acessórios, software e filmes dvd), vestuário e combustíveis.

As categorias que mais cresceram dentro do retalho não alimentar foram os equipamentos de telecomunicações, com uma subida de 21,4%, e papelaria, com um aumento de 8,5%.

Os mercados com maiores quebras neste segmento foram o da fotografia, com uma diminuição de 20,3%, e eletrónica de consumo, com um decréscimo de 18,1%.

“Estes resultados globais são positivos para o setor do retalho, em particular, e também para a economia portuguesa, em geral”, sublinha a diretora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais, citada num comunicado enviado pela associação.

A diretora-geral da APED afirma ainda que os resultados "refletem o trabalho desenvolvido pelas empresas da Distribuição Moderna a favor das famílias portuguesas, apesar do contexto fortemente adverso para o consumo nacional e das dificuldades oriundas de diversas vertentes, desde a revisão do quadro legal de atuação ao fenómeno de deflação sentido até recentemente".