O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, considerou que a Grécia poderá em 2017 regressar aos mercados, cujo acesso lhe está impedido desde 2010, numa entrevista ao semanário grego RealNews que divulgou este sábado alguns excertos.

Regressaremos aos mercados em 2017”, afirmou Tsipras na entrevista que será publicada no domingo.

A Grécia não tem acesso aos mercados de capitais de longo e médio prazo desde o início da crise da dívida de 2010, com exceção de dois breves regressos em 2014 nos mercados de médio prazo, quando registou um ligeiro crescimento.

O país concluiu em julho de 2015 um acordo para um terceiro empréstimo com os seus credores, União Europeia e Fundo Monetário Internacional, e espera a 24 de maio a 'luz verde' dos Ministros das Finanças da zona euro para a entrega de parcelas adicionais daqueles fundos.

Depois da aprovação pelo Governo de Tsipras de duas difíceis reformas, das pensões e do imposto sobre o rendimento, os bancos centrais da zona euro admitiram numa reunião no passado dia 9 aquela possibilidade e comprometeram-se a discutir a redução da dívida grega.

O vice-primeiro-ministro grego, Ioannis Dragasakis, disse este sábado numa entrevista ao diário económico Naftemboriki que os termos que poderão ser aprovados para o alívio da dívida devem "facilitar o regresso da Grécia aos mercados no decorrer do próximo ano".

Embora agora seja financiada em parte graças aos bónus do Tesouro a curto prazo, a Grécia não entra nos mercados de capitais a médio e longo prazo desde o início da crise da dívida em 2010, exceção feita de dois curtos períodos de 2014.