O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, desloca-se esta quinta-feira a Atenas. Uma visita que Berlim quer que seja entendida como uma mensagem de apoio à Grécia e não como uma orientação germânica sobre a forma de aplicar as reformas.

Segundo fontes da delegação alemã citadas pela Lusa, para destacar este apoio, Schauble vai oferecer à Grécia um programa bilateral de apoio financeiro às Pequenas e Médias Empresas (PME), parecido com o acordado entre a Alemanha e Espanha, que poderá ascender a 100 milhões de euros.

Como primeiro passo, Schauble vai assinar hoje à tarde um memorando de entendimento no ministério das Finanças, para assentar as bases legais para poder materializar este crédito, condicionado ao cumprimento das obrigações por Atenas.

A referida ajuda financeira vai ser canalizada através do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW) para uma entidade similar na Grécia, mas que ainda é necessário criar, pelo que a ajuda efetiva vai atrasar-se ainda alguns meses.

A visita do ministro alemão ocorre horas depois do parlamento heleno aprovar esta madrugada um novo pacote de medidas exigidas pela troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) para continuar a transferir fundos para financiar o país.

Entre as medidas estão o despedimento de 4.000 funcionários públicos este ano e 11.000 em 2014. Outros 25.000 empregados públicos, a metade dos quais antes de setembro, deverão entrar este ano no esquema de reserva laboral que pressupõe o recebimento de apenas 75% do salário base durante oito meses enquanto se decide se são recolocados ou despedidos definitivamente.

O governo grego de Antonis Samaras proibiu quaisquer concentrações nas ruas por onde vai passar a comitiva do ministro alemão.

A vista de Schauble começa com um discurso perante empresários gregos e prosseguirá com reuniões com Samaras, o vice-primeiro-ministro, Evangelos Venizelos, e os titulares das Finanças e do Desenvolvimento.