O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, admitiu este domingo a hipótese de um terceiro plano de assistência à Grécia, num valor inferior a 10 mil milhões de euros, numa entrevista à imprensa alemã.

«É possível que a Grécia tenha um novo plano de assistência, num montante limitado», declarou o ministro conservador à publicação semanal «Focus».

«Seria um valor significativamente mais baixo do que os dois primeiros programas», menos de 10 mil milhões de euros, precisou.

Atenas está sob supervisão financeira dos parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI) desde 2010, sob a forma de dois planos de assistência sucessivos, que representam um empréstimo de 240 mil milhões de euros em troca de profundas reformas e cortes orçamentais que asfixiaram a economia do país, escreveu a France Presse.

O Governo grego, que anunciou recentemente progressos encorajadores no estado das contas públicas, gostaria de dispensar um terceiro plano de assistência, sinónimo de novas restrições impostas pela União Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu, que compõem a troika.

A hipótese de um terceiro plano, que surgiu no ano passado, nomeadamente durante a campanha eleitoral para as legislativas alemãs, não tem estado na atualidade nos últimos meses, em benefício de um cenário de alívio da dívida.

Mas a opção de uma reestruturação da dívida, que significaria perdas para os credores de Atenas, nomeadamente os bancos alemães, é mal vista em Berlim.

Os responsáveis europeus devem abordar a questão este verão, antes do fim do segundo plano, que termina no final de 2014.