
As exportações e o consumo das famílias estimularam o crescimento económico da Alemanha no segundo trimestre, que abrandou para 0,3% face aos 0,5% dos três meses anteriores, segundo estatísticas oficiais citadas pela agência Bloomberg.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou, ainda assim, acima das expectativas dos analistas, que esperavam um avanço de apenas 0,2%, mas que não foi suficiente para evitar uma recessão no conjunto da Zona Euro.
As exportações aumentaram 2,5% face ao primeiro trimestre, enquanto o consumo privado subiu 0,4%, cita a Lusa.
A maior economia europeia continua a ter um desempenho superior aos seus vizinhos da zona euro, como Espanha, Grécia e Portugal, mais castigados pela crise da dívida.
As empresas exportadoras beneficiam do crescimento da procura nos mercados emergentes fora da União Europeia, enquanto o consumo é sustentado pelos baixos níveis do desemprego que atingiram os valores mais baixos em 20 anos.
O Bundesbank avisou, no entanto, esta semana, que o crescimento pode abrandar ainda mais no segundo semestre devido ao clima de incerteza económica.