A versão final do contrato de concessão entre a RTP e o Estado está praticamente concluída, mas falta ainda chegar a acordo com o Governo sobre «alguns pormenores», indicou esta quarta-feira o presidente do conselho de administração, Alberto da Ponte.

«Espero ter uma última discussão com o senhor ministro [Miguel Poiares Maduro] e depois se essa discussão for bem-sucedida, teremos o contrato assinado», indicou o gestor da RTP aos jornalistas, à saída de uma assinatura de protocolos entre autoridades portuguesas e chinesas, nas áreas cultural e audiovisual.

De acordo com a Lusa, Alberto da Ponte sublinhou ainda que «o conselho de administração [da RTP] não assinará um contrato de concessão que não esteja de acordo com os interesses daquilo que entendemos serem os interesses do serviço público». O presidente do conselho de administração da estação pública esclareceu que «tudo o que está neste momento contido nesse contrato de concessão, com exceção de alguns pormenores que ainda temos de discutir, caminha nesse sentido».

Escusando-se a detalhar os «pormenores» que terão de ser ainda acertados entre o conselho de administração e o Governo, o gestor referiu que «o contrato de concessão é um caso muito específico em que se pode utilizar aquela expressão muito específica: "it takes two for tango" [são necessários dois para dançar o tango]».

Os protocolos que foram assinados esta quarta-feira em Lisboa, com a presença do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, preveem a criação de centros culturais em Portugal e na China e também a cooperação entre as televisões públicas e as agências noticiosas portuguesa e chinesa. Um dos representantes do lado chinês era Liu Yunshan, membro da Comissão Permanente do Politburo do Partido Comunista da China, membro do secretariado e diretor do departamento de Comunicação, que está em Portugal em visita oficial.

Prevista está ainda a realização de dois documentários, «Portugal Encantador» e «China Encantadora», por uma equipa chinesa e portuguesa, respetivamente, que no futuro serão exibidos nas televisões públicas dos dois países.