A empresa Transportes Sul do Tejo anunciou esta quinta-feira que vai contestar o alargamento dos Transportes Coletivos do Barreiro ao concelho da Moita, considerando que se trata de uma "iniciativa ilegal".

"Na perspetiva da TST, trata-se de uma iniciativa ilegal que prejudica seriamente os interesses da empresa, na sua qualidade de operador local, em funcionamento há largas décadas na região", disse à Lusa fonte oficial dos TST.

Os Transportes Coletivos do Barreiro são um serviço municipalizado da Câmara do Barreiro, que efetua carreiras rodoviárias em todo o concelho. As duas autarquias assinaram um protocolo que prevê que os Transportes Coletivos do Barreiro possam efetuar carreiras no concelho vizinho da Moita.

Os TCB vão passar a servir a Baixa da Banheira, zona central de Alhos Vedros e Vale da Amoreira, incluindo a zona da escola, com duas carreiras em circulação.

Fonte oficial dos TST refere que solicitou uma reunião às duas autarquias, explicando que foi "surpreendida" com a decisão.

"Tendo sempre existido uma relação de proximidade com a autarquia da Moita, a TST nunca sentiu nem nunca lhe foram comunicadas necessidades de mobilidade para as alterações agora anunciadas", frisa.

Os TST salientam que a situação é "totalmente ilegal" e que "tudo irá fazer no sentido de repor a legalidade e pugnar pela defesa daquilo que entende serem os seus legítimos interesses".

Rui Lopo, vereador da Câmara do Barreiro com responsabilidades nos TCB, afirmou, em reunião de Câmara na noite de quarta-feira, que os TST informaram que vão avançar para tribunal.

"Os TST, com que já reunimos, indicaram que vão por em tribunal esta prestação do serviço às populações do concelho da Moita. Os pareceres que temos é que o novo regime jurídico dos transportes legítima a prestação deste serviço e nós trabalhamos para servir as populações", disse.

Também Miguel Canudo, vereador da Câmara da Moita, garantiu que as autarquias "vão fazer tudo" para que o protocolo seja cumprido e para que as carreiras dos TCB passem pelo concelho da Moita, o que estava previsto começar a acontecer até ao final do ano.

"Os TST estão preocupados porque estamos a entrar no território deles. Os TST vão tomar medidas, talvez com uma providência cautelar, mas nós temos a ideia que estamos dentro da lei", disse, referindo que as partes ainda se devem voltar a reunir.