A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira uma nova assistência macrofinanceira à Ucrânia de mil milhões de euros, no quadro do pacote de ajuda a Kiev aprovado pelos líderes da União Europeia na cimeira extraordinária de 6 de março passado.

O executivo comunitário liderado por José Manuel Durão Barroso espera que esta assistência financeira, em empréstimos de médio prazo, seja formalmente aprovada pelo Conselho (Estados-membros) «nas próximas semanas», e indica que visa apoiar economicamente a Ucrânia, num contexto em que a situação orçamental e a balança de pagamentos do país, já frágil, está a deteriorar-se rapidamente devido à atual crise.

Esta assistência - um instrumento extraordinário da UE de resposta à crise destinado a parceiros de vizinhança da União que experimenta problemas graves de balança de pagamentos - é concebida, designadamente, «para ajudar a Ucrânia a cobrir parte das suas necessidades urgentes de financiamento externo, no contexto do programa de estabilização e reformas que está a ser preparado com a ajuda do Fundo Monetário Internacional».

«É do interesse essencial da Ucrânia e da União Europeia manter a paz e a estabilidade financeira e política no nosso continente. Esta ajuda financeira irá ajudar a estabilizar a situação financeira debilitada na Ucrânia, e, como tal, será uma parte vital para alcançar uma solução para a crise», comentou o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

A Comissão especifica que o desembolso da assistência será condicionada à implementação bem sucedida de um acordo financeiro que as autoridades ucranianas deverão concluir com o FMI, e a condições específicas de política económica que serão acordadas entre Bruxelas e Kiev.