O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, prepara-se para aceitar a proposta dos credores que estava em cima da mesa no fim-de-semana passado, com algumas alterações, segundo uma carta que o governante enviou na terça-feira à noite aos líderes europeus, a que o Financial Times teve acesso.
 
A carta de duas páginas foi enviada aos chefes da Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu.

“A República Helénica está preparada para aceitar o acordo técnico, sujeito ao seguinte conjunto de emendas, acrescentos ou clarificações como parte de uma extensão do programa que expira e do novo acordo de empréstimos que foi submetido hoje, terça-feira, 30 de Junho”, lê-se na carta.


Entre as alterações propostas por Tsipras encontra-se o adiamento do aumento da idade da reforma, a não eliminação total do subsídio de solidariedade para os pensionistas mais pobres em 2019 e a exceção das ilhas nos aumentos do IVA.

 


Esta manhã foi divulgada a primeira sondagem ao referendo grego e o "não" vai à frente.

A reunião por teleconferência dos ministros das Finanças da zona euro, que deveria acontecer esta manhã, foi adiada para as 16:30 (hora de Lisboa). O anúncio do adiamento foi dado pelo chefe de gabinete do presidente do Eurogrupo através da rede social Twitter, tendo informado que o encontro acontece mais tarde por "pedido de vários ministros".

Esta reunião acontece depois de na terça-feira ter terminado o programa de resgate à Grécia e ter expirado também o prazo para Atenas reembolsar o Fundo Monetário Internacional em quase 1.600 milhões de euros.

O não pagamento pela Grécia da dívida ao FMI constitui também um incumprimento perante alguns empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), segundo um comunicado do próprio fundo de resgate da zona euro.

"Para o FEEF, isto constitui um evento de incumprimento para certos créditos do FEEF", lê-se na nota de imprensa divulgada esta quarta-feira pela instituição liderada por Klaus Regling.

Ao fim da tarde de terça-feira, depois de um pedido de última hora de Atenas para uma extensão do programa de assistência, os ministros das Finanças da zona euro reuniram-se numa teleconferência de emergência.