Portugal conta com 41 mil empresas que exportam a sua produção, e os seus produtos chegam a 202 países, revelou esta quarta-feira o presidente da Associação Industrial de Portugal (AIP).

José Eduardo Carvalho, que falava na abertura da conferência da AIP, em Lisboa, onde se esperam mais de 1.800 empresários, destacou que as empresas nacionais estão a recuperar da crise, ainda que seja uma recuperação lenta.

«A evolução das exportações tem contrariado a previsão daqueles que há muito profetizaram o esgotamento da nossa capacidade», disse, acrescentando que «existem neste momento mais de 41 mil empresas a exportar para 202 países».

De acordo com os dados da AIP, o peso das exportações passou de 32% em 2008 para 40,5% no primeiro semestre deste ano, um crescimento que, admite, é ainda «insuficiente».

Para se ir mais longe, são necessárias condições que, em grande parte, estão mais nas mãos do Governo que dos empresários, como «assegurar a solvabilidade do Estado através de um equilíbrio orçamental» e levar a cabo uma desvalorização cambial que provoque «choques de competitividade imediatos».

«Sem revermos a constituição, liberalizar e reformar o Estado, dificilmente criaremos condições enquadradoras de uma atividade económica dinâmica», avisou José Eduardo Carvalho, para quem «os sobreviventes da crise», leia-se as empresas que vingaram, «têm legitimidade para exigir aos agentes políticos para reverem a Constituição».