A procura de petróleo deverá perder algum impulso devido ao crescimento económico instável, prevê a Agência Internacional de Energia (AIE), citada pela Lusa.

A entidade cortou ligeiramente a previsão da procura mundial de petróleo para este ano e para o próximo, tendo em conta a degradação das previsões de crescimento económico do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O relatório mensal da agência também apontou o dilema que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) enfrenta, nomeadamente a curto prazo, uma vez que a produção está a sofrer os efeitos da instabilidade política e violência em vários membros daquela entidade.

A longo prazo enfrenta efeitos estruturais mais amplos no mercado energético, com a produção de gás e de energia proveniente de xisto pela América do Norte.

«Muitos dos comentadores, reconhecendo a nova oferta da América do Norte como uma característica que irá definir o mercado de amanhã, estão a questionar-se sobre as suas implicações no futuro da OPEP», escreve a AIE no seu relatório de agosto.

Este comentário surge dois meses antes do 40.º aniversário da guerra do Yom Kippur, quando vários países árabes, como parte de um ataque a Israel, provocaram os primeiros dos dois choques nos preços do petróleo pela OPEP, na década de 70.

O choque dos preços resultaram de eventos definidos, impacto que evoluiu ao longo dos tempos, e uma das suas consequências foi a criação da AIE como um braço da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico para monitorizar as reservas estratégicas de energia e petróleo.