O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho, disse esta quinta-feira em Macau que Portugal recebe de «braços abertos» todo o investimento externo que sirva para criar riqueza e emprego no país.

Falando à agência Lusa à margem da cerimónia inaugural da Feira Internacional de Macau, onde o país está presente com cerca de sete dezenas de empresas, Miguel Frasquilho lembrou que o investimento «é um dos focos de atenção da AICEP».

«É uma das formas que temos de desenvolver a nossa economia e de sustentar a internacionalização e as exportações que nós perseguimos», disse aquele responsável ao salientar que, relativamente à China, o «facto de ter existido, desde 2011, mais de 5.000 milhões de euros de investimento» aplicado por empresas estatais e privadas é um «ótimo sinal».

«É um sinal de que há confiança no nosso país, que recuperamos a nossa credibilidade, e de que, de facto, estão com atenção em Portugal», disse ao sublinhar que Portugal está a criar «um ambiente business friendly» e que não pode «ver como maus olhos quem queira vir para o país fazer investimento, criar postos de trabalho, criar riqueza», torna-lo «mais produtivo e desenvolvido».

Apesar de instado a comentar as declarações de Alexandre Soares dos Santos, crítico do investimento chinês, o presidente da AICEP escusou-se a responder diretamente, mas abordou o investimento chinês como positivo e sublinhou que Portugal recebe de «braços abertos os investidores e não a fazer-lhes críticas», quer sejam da China quer de outras origens.

Sobre a presença portuguesa na Feira Internacional de Macau, Miguel Frasquilho espera que «surjam oportunidades de estabelecer parcerias, de internacionalização» e considera a participação nacional como uma «oportunidade muito forte» para produtos e empresas «serem mais conhecidos» nesta região do globo.

«Estão aqui muitos países representados e sabe-se que é uma das regiões mais dinâmicas que existem e onde as possibilidades de haver um incremento das (nossas) relações comerciais e de investimento são, de facto, muito fortes», disse, acrescentando que «é precisamente, por isso, que a AICEP na sua vertente de ajudar, de apoiar as empresas, está aqui presente».