O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, disse esta segunda-feira, em Ílhavo, que Portugal vai ter uma saída «limpa» do programa de ajustamento financeiro e que isso constitui um «grande motivo de orgulho» para todos os portugueses.

«No final de um programa de ajustamento muito exigente, em que foi preciso um grande sacrifício de todos nós, vamos ter a capacidade para sair de uma forma limpa, sustentável e que prudentemente garante um futuro mais otimista em relação a todos os portugueses», afirmou o governante.

As declarações de Aguiar-Branco surgem na véspera da chegada a Lisboa dos técnicos da missão da troika para a 12.ª avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, a última do período do resgate.

Para o ministro da Defesa Nacional, este último exame significa que todos os portugueses devem fazer um esforço para nunca mais voltar a ter necessidade de recorrer a este tipo de ajustamento.

Questionado pelos jornalistas quanto ao tipo de saída de Portugal do programa de ajustamento, Aguiar-Brando referiu que isso será anunciado no «momento certo e oportuno», sublinhando que «será sempre uma saída que garante a sustentabilidade das contas públicas, a continuação de uma lógica de crescimento e a descida da taxa de desemprego».

O ministro da Defesa assinalou ainda o que considerou ser uma «grande alteração qualitativa» - «quando antes se dizia que era necessário um segundo regate e que Portugal não iria ter possibilidade de fazer uma saída limpa e, hoje, já estamos a discutir que tipo de saída é que vai acontecer», disse.

Aguiar-Branco falava após uma visita ao Museu Marítimo de Ílhavo (MMI) onde foi assinado, esta manhã, um protocolo entre os Estaleiros de Viana do Castelo e a Câmara de Ílhavo para a cedência temporária de parte do espólio físico e documental da empresa para fins culturais e científicos.

O espólio dos Estaleiros de Viana do Castelo que ficará depositado no MMI inclui documentação e maquetas de navios da pesca do bacalhau.

«Trata-se de um espólio expressivo e valioso», disse à Lusa o responsável pelo MMI, Álvaro Garrido, acrescentando que o acervo «vai ser preservado, catalogado e incorporado».