A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, disse este domingo que o próximo Programa de Desenvolvimento Rural prevê incentivos de apoio aos agricultores que pouparem mais água, no sentido de incentivar as boas práticas de gestão da água de regadio.

«São medidas que visam dar majorações a quem tem e faz boas práticas de gestão da água, porque temos consciência de que o regadio é extraordinariamente importante, e deve ser feito de uma forma sustentada e amiga do ambiente», disse aos jornalistas Assunção Cristas à margem da visita que efetuou à exposição sobre a Dieta Mediterrânica, em Tavira.

De acordo com a ministra, a medida que será submetida a aprovação da Comissão Europeia «é uma das medidas relevantes do próximo Programa de Desenvolvimento Rural, juntamente com outra que visa a proteção de culturas tradicionais».

«Gastando aquilo que é estritamente necessário faz parte também da nossa estratégia de adaptação às alterações climáticas», sublinhou a governante, acrescentando que o programa «deverá ser enviado formalmente à Comissão Europeia ainda durante este mês».

Segundo a ministra, a gestão da água «é importante porque os produtos hortícolas, frutícolas precisam de água, sobretudo numa altura em que o clima se torna cada vez mais seco, e é preciso utilizar a água de uma forma muito eficiente muito cuidada».

Assunção Cristas afirmou que Portugal «tem feito um trabalho notável do ponto de vista de diminuição do desperdício de água porque hoje as técnicas de irrigação são muito mais sofisticadas e permitem regar mais hectares com menos água».

«O objetivo é, precisamente, ajudar a que essas boas práticas sejam cada vez mais generalizadas e possam ser um caminho de uso muito sustentável», concluiu.

A ministra da Agricultura deslocou-se hoje a Tavira para visitar a exposição «Dieta Mediterrânica - Património Cultural Milenar» patente no Palácio da Galeria no Museu Municipal daquela cidade algarvia.

Assunção Cristas assistiu ainda a uma demonstração culinária da dieta mediterrânica, classificada como Património Imaterial da Humanidade.

De acordo com a ministra, depois do reconhecimento da UNESCO, «o património tem de ser tratado e tem de haver um plano de salvaguarda para proteger a dieta mediterrânica».