Portugal pediu a Bruxelas a antecipação dos apoios comunitários aos agricultores por causa das cheias do início deste ano e tem expectativas que os fundos cheguem em outubro, revelou o Governo.

No briefing diário no Conselho de Ministros, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, informou que Portugal fez um pedido formal de antecipação das ajudas diretas aos agricultores, no valor de 320 milhões de euros.

«Isto permitirá aos agricultores receber 50% ou 80%, dependendo do tipo de ajuda, já em outubro em vez de o receber em dezembro», disse, citado pela Lusa, salientando que esta antecipação se «justifica, no caso de Portugal, com as cheias» do início do ano.

O pedido tem de ser ainda aprovado pela Comissão Europeia (CE), mas o Governo tem a expectativa de que a antecipação venha a ser autorizada.

«Temos a informação de que a aprovação está no bom caminho, deve ser formalizada no dia 11 setembro no chamado Comité de Gestão de Ajudas Diretas. Devo dizer que há mais sete países que também pediram a antecipação e, quando ela é autorizada, ela é autorizada para todos os Estados membros», destacou.

De acordo com José Diogo Albuquerque, com o pedido do Governo português «cumpre-se uma medida do acordo de concertação social, que é Portugal antecipar os apoios sempre que a CE o permita» e «consegue-se maior liquidez para os agricultores, dando-lhes folga para mais investimento».

O Governante realçou ainda que, em Portugal, o PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) está com 68% da execução, 2% acima da média da UE, e que o setor agrícola está «em crescimento, com uma redução de 500 milhões de euros no défice, um aumento das exportações de 8% no ano passado e um aumento de 5% de candidatos de jovens agricultores», num total de «seis mil jovens, com 11 mil empregos».