Se a nossa cabeça funcionasse como uma agenda mental com tudo aquilo que temos de saber sobre impostos, datas, direitos a deveres e, já agora, conseguir poupar algum dinheiro seria um oásis. Mas o dia-a-dia mergulha-nos numa série de tarefas, entre trabalho e família, daí que uma agenda específica, em papel, pode ajudar. A Agenda da Poupança 2017 tem essa função e vem com lembretes e tudo.

Começa com perguntas simples de fazer, mas possivelmente difíceis de responder para muitos contribuintes.

  • Sabe quais os prazos para submeter as declarações de IRS? 
  • Ou até que data deve validar e-faturas? 
  • E quais os sites que deve consultar para obter cabazes de compras mais económicos? 
  • Ou em que altura do ano deve começar a organizar-se para despesas de Natal? 

É o que a jornalista Bárbara Barroso questiona neste livro que lança agora, das Edições Saídas de Emergência, para ajudar as pessoas a fazerem o seu próprio orçamento, como explicou à TVI

É uma ferramenta de poupança diferente: tem a componente de uma agenda normal onde podemos apontar afazeres e compromissos; e tem também um conjunto de dicas, mais de 150 das mais variadas áreas, distribuídas ao longo da agenda, inclusive dicas de poupança mensais e alguns lembretes: como o facto de março/abril ser altura da entrega do IRS e, em abril, ser altura de pagar o IMI. Há certas datas que esquecemos e assim já sabemos que, no mês que vai entrar, devemos ter atenção àquelas despesas".

Em textos curtos, a autora explica ainda como poupar no IRS, no IMI ou nas comissões bancárias, como renegociar o spread no crédito à habitação, dá dicas para ensinar os mais novos a poupar e aos mais velhos em como tirar partido das promoções nos supermercados. Viagens de avião, o regresso às aulas e o Natal também não têm de ser só sinónimos de gastos. Se fizer as contas, vai ver que conseguirá pôr algum dinheiro de lado.

Uma das dicas incluídas no livro deve ser o lema de qualquer contribuinte: "Pague-se a si em primeiro lugar. Se esperar pelo final do mês pode não sobrar. Mal receba, coloque de parte um montante para a poupança. Assim, mesmo que depois o resto do dinheiro seja todo gasto, pelo menos a poupança já está assegurada". 

Há ainda o desafio das 52 semanas, que é bastante prático. Consiste em poupar o valor correspondente ao número de cada semana, ou seja de 1€ a 52€, para que no final do ano tenha conseguido amealhar 1.378€. 

Esse é um dos lemas. Tudo para "gerir melhor, poupar mais e viver em equilíbrio". Ou seja, passar a ser cada pessoa a controlar o seu dinheiro e não deixar que seja o dinheiro a controlá-la.