Portugal colocou hoje no mercado 2.500 milhões de euros de dívida a 10 e a 30 anos, numa dupla emissão sindicada que contribuiu para assegurar mais de 60% das necessidades de financiamento para 2015, segundo o IGCP.

De acordo com a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), Portugal colocou hoje um total de 2.500 milhões de euros em duas emissões sindicadas de Obrigações do Tesouro: em títulos a 10 anos (com maturidade de outubro de 2025) foram colocados 2.000 milhões; a 30 (com maturidade de fevereiro de 2045) foram emitidos 500 milhões de euros.

Em comunicado, a agência liderada por Cristina Casalinho afirma que com estas duas emissões, Portugal “angariou 11.400 milhões de euros de financiamento em 2015, de um total estimado de cerca de 18.000 milhões, completando assim um rácio de 63%” do total das necessidades de financiamento para este ano.

A emissão da linha de Obrigações do Tesouro a 10 anos foi de 2,875% e a emissão da linha de 30 anos foi realizada com uma taxa de juro de 4,1%

A procura pelos títulos a 10 anos ascendeu a 4.700 milhões de euros, enquanto a procura pelas obrigações a 30 anos atingiu 1.400 milhões de euros.

Na emissão a 10 anos, os investidores do Reino Unido representam 31,7% da participação, seguidos dos investidores portugueses, que atingiram 20,3% das aplicações. Também na emissão a 30 anos foram estas as nacionalidades dos que mais investiram, mas com percentagens diferentes: os britânicos representaram 28,8% da participação e os portugueses 21,6%.

As gestoras de ativos foram o tipo de investidor com maior presença na operação, assegurando 46,4% da colocação de obrigações a dez anos e 28% da emissão a 30 anos.

O sindicato bancário responsável por estas operações, que foram anunciadas na terça-feira à tarde, foi constituído pelo Barclays, pelo Citi, pelo HSBC, pelo Novo Banco, pelo RBS e pelo Societé Generale.