O ano ainda não acabou, mas o presidente da agência responsável pelas privatizações gregas admite que o país vai falhar o encaixe de 1.400 milhões de euros que tinha previsto com esses negócios. Isto por causa do atraso na venda de 14 aeroportos regionais à empresa alemã Fraport, avaliados em 1.200 milhões.

Em entrevista à Reuters, Stergios Pitsiorlas utilizou a palavra "inviável" para classificar a sua perspetiva em relação aos objetivos deste ano, isto numa altura em que a Grécia entrou em clima de campanha eleitoral, com novas eleições a 20 de setembro

"Até o final de 2015, será implementada uma parte muito importante da primeira fase deste programa, mas a (meta de receita) de 1.400 milhões de euros é inviável"



O acordo para o negócio dos aeroportos foi alcançado no final de 2014, mas como o governo Syriza de Alexis Tsipras tomou o poder em janeiro, acabou por ser interrompido. 

Com o terceiro resgate, Tsipras acabou por ceder e as privatizações voltaram a estar na agenda, mas a Grécia não conseguirá concluir a transação a tempo de receber o encaixe de 1,2 mil milhões até dezembro deste ano, falhando assim as metas. 

A venda dos 14 aeroportos regionais, situados em destinos turísticos, é uma das maiores privatizações desde o início da crise da dívida em 2009.

Por outro lado, já quanto ao cumprimento dos objetivos em 2016, há outra confiança. O mesmo responsável considera ser "realista" antecipar que o Estado vai conseguir, como previsto, 3,7 mil milhões de euros com venda de ativos no próximo ano. Para 2017, a meta é de 1,3 mil milhões.