A TAP pretende cumprir «integralmente» a sua operação nos horários normais nos três dias de greve na Groundforce, marcada para 30 e 31 de agosto e 01 de setembro, recomendando o check-in online ou nos quiosques dos aeroportos.

Na sua página oficial no Facebook, a companhia aérea explica que, embora a greve anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) coincida com um dos períodos do ano de maior intensidade de tráfego, «a TAP mantém integralmente a sua operação nos horários normais».

Ainda assim, a TAP recomenda aos passageiros que viajam neste dia e, especialmente no aeroporto de Lisboa, que, «se possível, utilizem o Web ou Mobile check-in, permitido até 24 horas antes do voo, ou, nos aeroportos façam o check-in nos quiosques existentes para o efeito».

Neste âmbito, a companhia aconselha ainda que os passageiros se desloquem para as salas de embarque, após passagem pelas zonas de Raio X, evitando possíveis aglomerações.

O SITAVA entregou um pré-aviso de greve que contempla uma paralisação de três dias, a realizar nos dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro, depois do protesto do passado dia 15 de agosto, que, segundo dados do sindicato, teve uma adesão entre os 80% e 100%, enquanto a Groundforce fala em 30%.

De acordo com Fernando Henriques, do SITAVA, os problemas com a carga laboral «arrastam-se há alguns anos, mas tem piorado, porque o volume de trabalho tem-se intensificado com horários de 9 e 10 horas de trabalho», sublinhando que «não há abertura da empresa para que se chegue a uma resolução para os problemas que estão a ser contestados».

Na semana passada, após uma reunião com a Groundforce, o sindicato decidiu manter a paralisação de três dias para contestar os horários de trabalho praticados na empresa de assistência em terra, uma vez que não foi assumido qualquer compromisso que leve à desconvocação do protesto.

«Houve um conjunto de intenções de médio prazo que são insuficientes para desconvocar a greve», afirmou o sindicalista, adiantando que «até dia 29», véspera do primeiro dia de greve, «a empresa terá sempre possibilidade de refletir e apresentar melhorias concretas».

Fonte da empresa garantiu então que as sugestões dadas na reunião «vão ser analisadas», prometendo «trabalhar em conjunto [com os representantes dos trabalhadores] na sustentabilidade da empresa para assegurar os postos de trabalho», num registo da Lusa.