A greve de sexta-feira na Groundforce, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), pode causar perturbações nos serviços de assistência em terra no aeroporto de Lisboa, disse à Lusa o dirigente sindical Fernando Henriques.

Inserida na semana de luta nos transportes, o Sitava convocou uma greve parcial na empresa de ‘handling’ (assistência em terra), entre as 09:00 e as 15:00 de sexta-feira, que contesta as privatizações no setor.

“Haverá seguramente perturbações” nos serviços de assistência em terra do aeroporto da Portela, adiantando que o recurso a trabalhadores temporários e prestadores de serviço deverá minimizar o impacto da paralisação disse à Lusa, o coordenador do Sitava Fernando Henriques. 

A partir das 10:00, os trabalhadores da Groundforce vão concentrar-se numa ação de protesto em frente ao Tribunal de Contas, em Lisboa, reclamando que a instituição liderada por Guilherme d’Oliveira Martins faça uma escrutínio apertado às sucessivas operações de privatização e concessão no setor levadas a cabo por este Governo.

“Houve uma denúncia ao Tribunal de Contas sobre a negociata entre a Urbanos, a TAP e o Governo, que culminou com a entrada da empresa no capital da SPDH [Groundforce], sem que tenha posto lá um euro”, disse Fernando Henriques.

Após a concentração, os trabalhadores da empresa de assistência em terra seguem até ao Ministério da Economia, que tem a tutela dos transportes.

A empresa de assistência em terra é detida em 49,9% pela TAP e em 50,1% pela Urbanos, na sequência de um acordo anunciado em 2012 e fechado em 2013.