O secretário de Estado do Turismo alertou esta terça-feira que o setor tem «muito partido a tirar» dos 21 mil milhões de euros do novo quadro comunitário de apoio, desde que aposte na competitividade, internacionalização e promoção.

Adolfo Mesquita Nunes, que falava aos jornalistas à margem de um seminário em Évora, lembrou que «as regiões menos desenvolvidas do país vão receber 93% dos cerca de 21 mil milhões de euros» do novo quadro comunitário, intitulado Portugal 2020.

«São boas notícias para os empresários», nomeadamente no que toca ao setor do turismo, em que «há muito partido a tirar» destes apoios, frisou.

Isto porque, realçou Adolfo Mesquita Nunes, «mais de 40% dos fundos comunitários são destinados à competitividade e à internacionalização, duas vertentes em que o turismo está bastante presente».

O secretário de Estado, à margem de uma sessão informativa em Évora sobre mecanismos de financiamento para o setor turístico, no âmbito do Portugal 2020, afirmou que, neste período de apoios comunitários até 2020, as verbas pretendem dar resposta a novos desafios.

É necessário, disse, «olhar para os fundos não apenas na vertente tradicional, de os utilizar na construção de equipamentos hoteleiros», mas sim numa lógica de «competitividade, internacionalização e promoção das empresas e do destino».

«O nosso objetivo foi que este quadro pudesse dar resposta aos desafios atuais dos destinos turísticos, que é como é que se criam produtos novos e inovadores, como é que as empresas têm mais rentabilidade e conseguem oferecer melhor serviço por menos custos», frisou.

Também o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Costa Dieb, salientou que a competitividade deve merecer a aposta dos empresários, nomeadamente do turismo, pois, «cerca de 40% das verbas» do programa Alentejo 2020 destina-se a essa área.

O responsável lembrou que os avisos de concurso na área da competitividade, ou seja, para o investimento económico e atividade empresarial, «estão todos abertos», encontrando-se o programa operacional regional Alentejo 2020 «em pleno funcionamento».

Já presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, António Ceia da Silva, defendeu que a visão em relação à oferta hoteleira não pode ser igual em todo o território.

«Há zonas que têm camas as mais, mas há outros concelhos e microrregiões onde faz falta alojamento», disse.

Ceia da Silva aproveitou ainda a sessão, promovida pelo Turismo de Portugal, para defender que as comunidades intermunicipais, que vão gerir e alocar verbas comunitárias nas áreas do turismo e do património, devem ter a seu cargo «a infraestruturação» desses projetos, mas devem deixar à ERT «a promoção e o marketing», como forma de defender e valorizar a marca Alentejo.