A administradora de insolvência da Espírito Santo Financial Group, que era a principal acionistas do BES, colocou uma ação judicial na qual acusa o Banco de Portugal de ter contribuído para o colapso do BES e onde exige a anulação da medida de resolução, revela o «Diário Económico».

O objetivo será fundamentar um futuro pedido de indemnização ao regulador português e ao Estado, pelas perdas sofridas no Banco Espírito Santo.

Desde outubro que a ESFG é gerida perla advogada luxemburguesa Laurence Jacques, nomeada para administrar a massa falida da antiga holding do Grupo Espírito Santo.

A ação administrativa especial deu entrada no Tribunal Administrativo de Lisboa no dia 01 de dezembro. Além da nulidade da resolução, é também pedida a anulação da provisão de dois mil milhões de euros que o BdP impôs ao BES no dia 23 de julho, uma semana antes do colapso e da consequente resolução.

A ESFG alega ainda que o BdP poderia ter viabilizado a alternativa da capitalização pública, em vez de recorrer ao que considera ser uma medida de «ultima ratio» (leia-se, a resolução).