O diretor dos recursos humanos dos CTT afirmou esta sexta-feira que a adesão à greve dos trabalhadores é de 14%, garantindo que as lojas estão todas a funcionar, assim como a distribuição do correio, que está «praticamente em situação normal».

Os números avançados por António Marques à Lusa contrariam os dados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNCT), que apontam para uma adesão à greve de 72% dos trabalhadores do turno da noite nas centrais de correios de Lisboa, Porto e Coimbra e nos transportes postais.

«Estamos muito satisfeitos na medida em que, tal como prevíamos, temos as 624 lojas abertas e, ao mesmo tempo, temos a distribuição a funcionar praticamente em situação normal», adiantou à Lusa o diretor dos recursos humanos da empresa.

António Marques ressalvou que estes números «ainda não são definitivos», porque ainda faltam apurar os valores dos turnos da tarde dos centros de produção e logística.

Contudo, sublinhou, «podemos apontar um número com toda a certeza que é de 14% em termos de taxa de adesão à greve».

Segundo o responsável, este é o «número mais baixo» dos últimos dois anos, situando-se 4,5 pontos percentuais abaixo dos valores registados no final do mês de novembro (18,5% de adesão, segundo os números da empresa).

«Os números em termos de taxa de adesão à greve têm vindo a baixar e a situação está praticamente normalizada em todo o país», acrescentou.

Como razões para a adesão à greve dos trabalhadores ter vindo a baixar, António Marques aponta «os motivos que têm sido apresentados pelos sindicatos para a marcação» destas paralisações.

«O motivo anterior era contra a privatização dos CTT, a privatização [da maioria do capital] consumou-se, agora é contra a privatização total. Há aqui um conjunto de argumentos que não colhem junto dos trabalhadores», justificou.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), e por outros três sindicatos, e abrange todo o pessoal dos CTT.

A greve não afeta os postos de correio explorados por parceiros dos CTT, nem os transportes de correspondência, que são assegurados por empresas externas.