A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública acusou hoje o Governo de favorecer apenas alguns trabalhadores. Em conferência de imprensa, Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum, afirma que as pessoas que apoiam o Ministério das Finanças são beneficiadas com a criação de uma carreira especial e que as carreiras específicas continuam por rever.

«Esta carreira especial é para o pessoal de apoio ao Ministério das Finanças, porque o Governo percebeu a sua importância, porque fazem um trabalho importantíssimo para a elaboração do Orçamento do Estado ou do controlo da dívida, mas a par destes trabalhadores existem muitos outros com funções muito específicas e que não são abrangidos pela proposta do Governo», disse Ana Avoila.

A sindicalista referiu o Governo agregou as carreiras específicas subsistentes da tabela remuneratória única com a condição de negociar no futuro. Porém, os trabalhadores da Autoridade Tributária, das alfândegas, entre outros, continuam a aguardar resposta.

«O princípio é positivo mas queremos que esta carreira abranja mais trabalhadores e exigimos que, ao mesmo tempo, sejam descongeladas as carreiras e os salários», defendeu Ana Avoila. Isto depois do Ministério das Finanças enviar aos sindicatos da Função Pública o acordo onde diz que os técnicos superiores da Direção-Geral do Orçamento, da Direção-Geral do Tesouro e Finanças e do Gabinete de Planeamento deverão permutar para uma nova «carreira de regime especial, denominada carreira técnica superior do Ministério das Finanças.»

A proposta define um reposicionamento remuneratório dos trabalhadores de carreira técnica superior do Ministério Público, no valor de 52 euros. Ana referiu que o Governo não se pode esquecer dos outros trabalhadores, que desempenham funções específicas e que ainda esperam pela revalorização.

O Governo explica que existe uma «notória dificuldade em recrutar» técnicos para as três direções-gerais. A «a elevada exigência» das funções «não compatível com uma carreira de regime geral.»

No dia 14 de janeiro será discutida a proposta legislativa entre os sindicados da Administração Pública e o Governo, convocada pelo Ministério das Finanças.