No primeiro semestre deste ano, o número de novas contratações na Administração Pública ultrapassou o das saídas, excluindo as aposentações.

O volume de novos recrutamentos superou o dos casos de "caducidade (termo) de contrato" e de "extinção da relação de emprego", na prática, despedimentos. O caso mais notório é o dos professores contratados, mas há exemplos noutras profissões, como na Administração Interna e na Defesa, escreve o Diário de Notícias.

Dados da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público permitem ver que, no primeiro semestre do ano, foram recrutadas 13 519 pessoas, uma subida significativa de 49% face a igual período de 2014. Há um ano, a nova contratação tinha aumentado 24% face a janeiro-junho de 2013.

Sem o efeito de passagem à reforma, as saídas definitivas, 12 096 no primeiro semestre, foram inferiores às novas entradas.

Já com as aposentações, as saídas são mais que as entradas. A destruição de emprego público na primeira metade de 2014 foi de quase 11 mil; até junho último, a redução efetiva de empregos ia em 1220 (um alívio de 89%). Optou-se por fazer a comparação homóloga para contornar o problema da sazonalidade.