O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, anunciou em Almada que a administração pública vai receber 1.250 veículos elétricos até 2020, no âmbito do Compromisso para o Crescimento Verde.

«Entendemos que a administração pública deve dar o exemplo e demonstrar que a aposta na mobilidade elétrica é sustentável. Nesse sentido, está previsto que até 2020, e já a partir do próximo ano, gradualmente, se integrem 1.250 veículos elétricos híbridos para substituição de vários milhares de veículos da administração pública», disse o governante.

Jorge Moreira da Silva falava na conferência "Compromisso para o Crescimento Verde: A Mobilidade e os Transportes", organizada pelo Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, na Costa da Caparica.

O ministro lembrou que o Compromisso para o Crescimento Verde prevê um conjunto de iniciativas de curto prazo, mas também para 2020 e até para 2030, na área da mobilidade sustentável, que considerou fundamental para a redução do consumo de energia.

«O setor dos transportes é responsável por um grande consumo de energia e temos níveis de eficiência muito baixos quando comparados com a União Europeia», disse, salientando também a relação de causa/efeito entre a utilização de transportes e os níveis de poluição.

Jorge Moreira da Silva referiu, ainda, que o setor dos transportes é responsável por «35% das emissões nacionais de gases com efeito de estufa», para evidenciar a necessidade de se intervir nesta área.

«Se quisermos combater as alterações climáticas e cumprir as nossas metas nacionais, não podemos apostar apenas na área da indústria e da energia, é necessário também reduzir as emissões na área dos transportes», disse.

Durante a conferência na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, Jorge Moreira da Silva defendeu que Portugal deve continuar a apostar nas energias renováveis para fazer face à dependência energética, que considerou ser ainda excessiva, não obstante a redução de 90 por cento há alguns anos para os atuais 70 por cento.