Portugal aderiu ao novo banco internacional proposto pela China, o Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), anunciou a agência noticiosa chinesa Xinhua na quarta-feira à noite.

«Portugal enviou oficialmente o seu pedido escrito de adesão à China na terça-feira, o ultimo dia do prazo para solicitar o estatuto de membro fundador do AIIB», disse a Xinhua cerca da meia-noite (15:00 em Lisboa), citando um comunicado do Ministério das Finanças chinês.

Se os atuais membros aprovarem, Portugal tornar-se-á um membro fundador no Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas no próximo dia 15 de abril, indica o comunicado.

Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Suíça e outros países europeus também pediram a adesão ao AIIB, instituição lançada em outubro passado em Pequim e vista inicialmente em Washington como um desafio à atual ordem financeira internacional.

Noutro comunicado, o ministério das Finanças chinês anunciou que a Islândia aderiu também ao novo banco.
Como presidente da conferência de fundadores do AIIB, a China está agora a solicitar opiniões dos outros membros, indicou o ministério.

O AIIB deverá ser oficialmente estabelecido até ao final deste ano, com um capital inicial de 50.000 milhões de dólares e sede em Pequim.

Bangladesh, Birmânia, Brunei, Camboja, Cazaquistão, China, Filipinas, Índia, Indonésia, Kuwait, Laos, Malásia, Mongólia, Nepal, Omã, Paquistão, Qatar, Singapura, Sri Lanka, Tailândia e Vietname foram os primeiros proponentes do banco.