A situação financeira da Grécia tem conhecido vários dias "D". Houve reuniões de carácter extraordinário do Eurogrupo,  meses e meses de negociações - na verdade, quase um ano - e muitos impasses pelo meio. No último encontro europeu ao mais alto nível, ficou a esperança de que haja esta terça-feira acordo para desembolsar a nova tranche de que Atenas precisa, depois de no domingo ter aprovado mais medidas de austeridade.

O projeto aprovado prevê um mecanismo de correção automática em caso de derrapagem orçamental e medidas suplementares para acelerar as privatizações e aumentar os impostos indiretos.

O texto tem 7.000 páginas e foi aprovado pela coligação governamental liderada pelo Syriza,tendo sido igualmente adotado em comissão parlamentar, com os votos do partido da esquerda grega do primeiro-ministro Alexis Tsipras e do seu aliado, o pequeno partido soberanista Anel (Gregos Independentes).

O Eurogrupo admite discutir um alívio da dívida grega, falando sempre em "debates sobre a sustentabilidade" da mesma, mas agora de uma perspetiva de "abordagem sequencial relativamente a possíveis medidas adicionais" na sequência da última reunião de 9 de maio. 

O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis admitiu, precisamente depois desse encontro, que o acordo deverá incluir também o mecanismo de contingência. Leia-se, um plano B. 

A isso mesmo se refere o comunicado a anunciar a reunião de hoje, que está marcada para as 15:00 de Bruxelas (14:00 em Lisboa). 

"Serão prestadas informações, nomeadamente, sobre um mecanismo de medidas de contingência, que será acionado, se necessário, para assegurar a consecução dos objetivos orçamentais acordados, e sobre a execução de ações prévias".