A porta-voz do Bloco de Esquerda defendeu este domingo, a propósito do revés no acordo para o BPI entre os dois maiores acionistas do banco, que a banca é um assunto "sério demais" para ser deixado na mão de banqueiros. Também o secretário-geral do PCP, sem se referir especificamente ao caso, disse que é preciso colocar a banca ao serviço das pessoas e da economia nacional.

"O problema é sair daqui, não de onde vem o capital"

 

As declarações de Jerónimo de Sousa surgem a propósito da falta de entedimento - que inicialmente tinha sido anunciado como certo - entre os espanhóis do CaixaBank e a Santoro de Isabel dos Santos, para os primeiros adquirirem a parte da empresária angolana e, assim, o BPI resolver o problema da exposição a Angola como exige o BCE. 

Catarina Martins, por sua vez, constata que "se os banqueiros espanhóis e angolanos não são capazes de se entender e o risco do seu não entendimento pode vir a ser um risco para os contribuintes", é fácil perceber "muito bem que a banca é um assunto sério demais para ser deixada na mão de banqueiros privados".

"Temos assistido a um debate sobre se a banca está a espanholizada e se é possível angolizá-la para ela ser menos espanholizada. Convenhamos que este debate raia o absurdo". 

A porta-voz do BE frisou que o seu partido nunca romperá o compromisso de não condenar pessoas "para salvar os bancos", da mesma maneira que está empenhado "no acordo da maioria parlamentar".

O primeiro-ministro também já reagiu, lamentando a quebra do acorod, mas esperando que não afete o sistema financeiro nacional.