Na ordem de trabalhos da reunião magna constavam 11 pontos para discussão, sendo que os acionistas Auto Industrial, IP Holding e Rentipar Financeira tinham proposto a suspensão da discussão e votação dos pontos 6 a 10, de modo a manter em funções os atuais órgãos sociais do Banif, algo que foi aprovado, segundo o comunicado enviado pelo Banif à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Estes pontos respeitam à eleição dos membros da mesa da assembleia-geral, do conselho de administração, do revisor de contas ou uma sociedade de revisores, bem como a determinação das remunerações dos membros dos órgãos sociais e a deliberação sobre a nomeação de um conselho estratégico, que vão ser discutidos no próximo dia 26 de agosto, data em que os trabalhos da reunião magna de acionistas vão ser retomados.

A manutenção em funções dos órgãos sociais foi justificada com a intenção de obter êxito nas negociações com vista à alienação da posição do Estado no capital do banco.

“O sucesso de qualquer processo negocial a promover com eventuais investidores depende em grande parte do envolvimento da atual equipa de gestão”, justificaram os proponentes a 7 de maio.

A proposta assentava ainda no entendimento de que existe um "contexto de mercado muito favorável à atividade de fusões e aquisições em Portugal, com especial incidência no setor bancário" e na alegação de o Banif ter recebido "manifestações de interesse por parte de investidores, que se propõem assumir uma posição estratégica na estrutura acionista do Banif".

O conselho de administração do Banif é presidido por Luís Amado, sendo Jorge Tomé o vice-presidente e líder da comissão executiva do banco.

Já Miguel de Sousa é o presidente da assembleia-geral, sendo a PricewaterhouseCoopers o revisor oficial de contas do Banif, estando representada por José Bernardo.

O conselho estratégico é liderado atualmente por Maria Teresa Roque, filha de Horácio Roque, o líder histórico do Banif.