O Fisco já tem formas de investigar as contas bancárias dos contribuintes, pelo que o sigilo bancário deve ser preservado. A opinião é O do presidente da associação representativa dos banqueiros portugueses (APB), Faria Oliveira, numa posição que vai de encontro ao veto de Marcelo Rebelo de Sousa ao diploma do Governo que previa que as Finanças pudessem aceder às contas acima de 50.000 euros.

O sigilo bancário deve ser preservado. A Autoridade Tributária já pode atuar sempre que tem desconfianças”.

Já ontem o banqueiro Fernando Ulrich, presidente do BPI, considerou que o Presidente da República foi "prudente" ao vetar o diploma do Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa vetou o decreto do Governo que obriga os bancos a informar a Autoridade Tributária sobre as contas bancárias de residentes em território nacional com saldo superior a 50 mil euros, advogando que é de uma"inoportunidade política" evidente, num momento de "sensível consolidação" do sistema bancário.

O primeiro-ministro, António Costa, reagiu dizendo que o Governo vai “ponderar o fundamento” da decisão do chefe de Estado e, “em função disso”, tomar uma decisão. O BE já garantiu apoio para fazer passar diploma no Parlamento.

A posição de Faria de Oliveira foi manifestada à margem de Workshop "Banking Digital e FinTech: Desafios e ameaças para o sistema bancário". 

O representante dos banqueiros falo ainda sobre o crédito à habitação malparado, dizendo que é “muito inferior” ao crédito malparado das empresas: “A taxa de incumprimento do crédito à habitação era de 2% em 2008, e agora são 16%. O risco de incumprimento é perfeitamente aceitável, mas também por causa das taxas de juro” que estão muito baixas, explicou.