A empresa espanhola Abengoa tem quatro meses para evitar aquela que, a acontecer, será a maior falência da história empresarial de Espanha.

Segundo o jornal Expansión, a empresa pediu a proteção contra credores depois da Gonvarri ter retirado o investimento de 350 milhões de euros.

O passivo total da empresa é de 27,4 mil milhões de euros, dos quais nove mil milhões de euros são por dívida financeira a entidades de crédito e cinco mil milhões de euros são dívidas aos fornecedores.

São 200 as instituições financeiras credoras, sendo que a banca portuguesa também tem créditos que podem estar em risco. É o caso do Novo Banco, cuja exposição, até 30 de setembro, era de 55 milhões de euros. A Caixa Geral de Depósitos tinha créditos no valor de 10 milhões, o mesmo montante a que está exposto o BPI. No total, são 75 milhões de euros.

A Abengoa segue a perder cerca de 27% na Bolsa de Madrid, mas esta quarta-feira chegou a tombar 60%.