O economista e gestor, Franquelim Alves, que tinha sido nomeado vogal da comissão instaladora da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), mais conhecida como banco de fomento, pediu exoneração do cargo, segundo um despacho publicado em Diário da República.

À Lusa, Franquelim Alves adiantou que teve «uma oferta do setor privado» e considerou que tinha «no essencial, preenchido» o seu papel na comissão instaladora, cargo para o qual foi indicado em janeiro.

A comissão instaladora do IFD é liderada pelo antigo diretor-geral do Millennium investment banking, Paulo de Azevedo Pereira da Silva, e mantém como vogais Carla Chousal, ex-administradora da RTP e do BPI, e Nuno Miguel Soares, que também integrou a direção do BCP.

Franquelim Alves foi secretário de Estado adjunto de Durão Barroso e exerceu também funções no Governo de Passos Coelho, como secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação e como gestor do Compete, o programa de fundos comunitários direcionados para as empresas.

Como gestor passou por várias empresas incluindo a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a holding proprietária do Banco Português de Negócios (BPN), o que causou polémica na altura em que foi nomeado para um cargo governamental no atual executivo.