A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) agendou para o mês de dezembro uma ação de protesto para exigir a “abolição imediata das portagens” na A22, no Algarve, disse hoje à Lusa um responsável pelo movimento cívico.

“Vamos continuar a luta anti-portagens com uma ação em dezembro para assinalar a passagem dos quatro anos sobre a aplicação de taxas na A22, numa altura em que se abre um ciclo de esperança com a formação de um novo Governo”, disse à agência Lusa José Domingos, membro da CUVI.


Segundo José Domingos, o protesto pelo fim das portagens na A22 irá realizar-se no dia 08 de dezembro, tendo a decisão sido tomada durante a assembleia de utentes, realizada no sábado à noite, em Faro.

No encontro promovido pela estrutura que representa os utentes da antiga autoestrada Sem Custos para o Utilizador (SCUT) do Algarve, participaram também deputados parlamentares do PS e do Bloco de Esquerda eleitos pelo círculo eleitoral de Faro.

“Os deputados comprometeram-se a encontrar uma resolução para este problema, apesar de existirem posições divergentes entre os parlamentares do Bloco e do PS”, frisou José Domingos, indicando que “o BE defende a abolição, enquanto o PS fala numa redução de 50% do valor das taxas”.

“O importante é que se encontre uma solução justa que não penalize a população e as empresas do Algarve”, destacou.


De acordo com a CUVI, a introdução de portagens na Via Infante de Sagres,“além dos prejuízos causados à economia, motivou o aumento da sinistralidade” na Estrada Nacional 125.

“Só este ano, entre 01 de janeiro e 21 de outubro, ocorreram 7.943 acidentes, dos quais resultaram 32 mortos, mais 12 do que em 2014 e mais 15 do que em 2013. O novo Governo não deve e não pode fechar os olhos a esta tragédia”, concluiu.