A Deco recebeu pedidos de ajuda de 26.080 famílias sobre-endividadas até 25 de outubro, um número que compara com os 29.530 pedidos recebidos no total de 2016. Em 2011 os pedidos era pouco mais de 20 mil.

No espaço da Economia 24, do "Diário da Manhã", da TVI, Natália Nunes, do gabinete do sobre-endividado da Deco, disse que "o maior problema destas pessoas [que pedem ajuda à associação] é que, pelas mais diversas razões, não estão a conseguir horar os seus comprimissos." 

"Pede-nos ajuda para reestruturarem a sua situação financeira", acrescenta.

Quanto às causas que levaram as famílias a pedir ajuda à Deco em 2017, o desemprego manteve-se como a principal, tendo sido referido em 30% dos casos.

Já a deterioração das condições laborais levou a 23,4% dos pedidos, seguindo-se as execuções/penhoras (10,7%), divórcio/separação (10,5%) e doenças/incapacidade, com 10,7% cada.

Quanto às habilitações académicas, a maioria das famílias que pede ajuda têm o ensino secundário (36%) ou o 3.º ciclo (22%), representando o ensino superior 18%. Já as famílias com 1.º ciclo são 15% e com 2.º ciclo são 10%.

A taxa de esforço média dos consumidores que pediram ajuda à Deco era de 70,8%, acima dos 67% de 2016, divulgou hoje a Deco para assinalar o Dia Mundial da Poupança.