Os operadores de pontes telescópicas (pontes de embarque) do Aeroporto Internacional de Faro vão estar em greve este fim de semana para reivindicar seguro de saúde, categoria profissional e possibilidade de progressão de carreira.

Após a dissolução da empresa onde trabalhavam, os 12 trabalhadores foram integrados em 2007 pela empresa de handling Portway, responsável pelos check-in e pelas cargas e descargas dos aviões, explicou à Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) Rui Sena.

Contudo, acrescentou, não ficaram com os mesmos direitos dos restantes trabalhadores da empresa.

«Eles estão a lutar agora para tentarem ser enquadrados porque está a ser negociado o acordo de empresa já com uma carreira», disse o dirigente regional da SITAVA, acrescentando que «o que ficar agora escrito e fechado no acordo de empresa é para durar muitos e bons anos».

Para este fim de semana, o aeroporto tem agendados 142 movimentos, entre partidas e chegadas, e o porta-voz da ANA Aeroportos, Rui de Oliveira, disse à Lusa que a paralisação poderá gerar «pequenos atrasos pontuais», tal como aconteceu com outras greves destes trabalhadores em setembro.

Os operadores das pontes de embarque não são os únicos na empresa a conviver com aqueles problemas, comentou Rui Sena, adiantando que também estão na mesma situação os trabalhadores que operam com as cadeiras-de-rodas e os que recolhem os carrinhos de bagagens no terminal.

Os funcionários das pontes telescópicas têm parado em algumas datas surpresa, porque estão abrangidos por um aviso prévio de greve que está em vigor para os trabalhadores daquela empresa até ao final do ano em relação às horas extraordinárias, aos feriados e aos fins de semana.